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Mudança em cálculo eleitoral pode tirar 13 deputados na Bahia
Sexta-Feira, 06 de Novembro de 2026

Uma possível mudança na regra de distribuição das sobras eleitorais pode alterar a composição das bancadas da Bahia na Assembleia Legislativa (Alba) e na Câmara dos Deputados.


Caso um novo critério de cálculo fosse aplicado às eleições de 2026, uma projeção calculada pelo portal A TARDE aponta que sete cadeiras na Assembleia e seis na Câmara poderiam mudar de ocupantes.


O cenário considera a redistribuição das vagas remanescentes a partir dos votos que não foram convertidos em cadeiras na primeira etapa da divisão proporcional. Nesse cálculo, seriam beneficiados nomes do MDB, PSOL, PSB, PSDB, PP, PSD, Republicanos e PL. Em contrapartida, deputados eleitos por partidos como PT, União Brasil, PSD, PL, Avante, PV e PDT poderiam perder os mandatos.


A eventual alteração está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8.036, apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).


O processo consultado pela reportagem é relatado pelo ministro Gilmar Mendes e questiona o método das maiores médias, utilizado atualmente para preencher as vagas que permanecem após a distribuição inicial pelo quociente partidário.


Quem poderia ganhar uma cadeira na Alba


Na Assembleia Legislativa da Bahia, o portal A TARDE identificou sete possíveis mudanças na composição da Casa. Entre os nomes que poderiam ser beneficiados está o deputado Hilton Coelho (PSOL), que recebeu 64.500 votos.


A federação PSOL/Rede somou 207.058 votos válidos e conquistou uma cadeira pelo quociente partidário. Depois da distribuição inicial, teria um saldo de 77.475 votos.


O MDB também aparece entre os possíveis beneficiados. Com 331.173 votos válidos, a legenda conquistou duas cadeiras pelo quociente partidário e teria saldo de 72.007 votos. Nesse cenário, a primeira suplente Bete de Zé Aguidônio, que recebeu 44.723 votos, poderia assumir uma vaga.


Outros nomes que poderiam conquistar cadeiras na Assembleia são:


Marcelinho Veiga (PP);


Quinho Tigre (PSD);


Douglas Pithon (Republicanos);


Tenóbio (PL);


e Anderson Ninho (PSDB).


Quais deputados estaduais poderiam perder o mandato


Na outra ponta da simulação, sete parlamentares que conquistaram uma cadeira nas eleições de 2026 poderiam deixar a Assembleia caso a redistribuição fosse aplicada ao pleito deste ano.


A lista inclui:


Ludmilla Fiscina (PSD);


Marquinho Viana (PV);


Neusa Cadore (PT);


Euclides Fernandes (PT);


Soldado Prisco (PL);


José de Arimateia (Republicanos);


e Cacau da Mata (PDT).


A mudança atingiria partidos de diferentes campos políticos. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, poderia perder duas cadeiras na Assembleia, com a saída de Neusa Cadore e Euclides Fernandes.


MDB e PSB poderiam ampliar bancada na Câmara


Na Câmara dos Deputados, a simulação indica seis possíveis alterações na representação baiana. O MDB poderia conquistar uma cadeira com Jayme Vieira Lima, que recebeu 115.292 votos. A legenda somou 365.965 votos válidos, e, após eleger um deputado pelo quociente partidário, teria saldo de 153.611 votos.


O PSB também poderia ser beneficiado. Com 342.417 votos válidos e uma cadeira conquistada na distribuição inicial, o partido teria saldo de 130.063 votos. Nesse cenário, a deputada Lídice da Mata, primeira suplente da legenda, poderia assumir uma vaga.


Outros possíveis beneficiados seriam Arthur Maia (União Brasil), Leandro de Jesus (PL), Soldado Correa (Republicanos) e Duda Sanches (PSDB). A federação PSDB/Cidadania, que somou 493.275 votos válidos e conquistou duas cadeiras pelo quociente partidário, teria saldo de 68.567 votos.


Quem poderia perder o mandato na Câmara


Caso o novo cálculo fosse aplicado às eleições de 2026, seis deputados federais eleitos pela Bahia poderiam perder suas cadeiras:


Joseildo Ramos (PT);


Capitão Alden (PL);


Manuel Rocha (União Brasil);


Charles Fernandes (PSD);


Elmo Vaz (Avante);


Félix Mendonça Júnior (PDT).


A Federação Brasil da Esperança poderia perder uma cadeira na Câmara, com a saída de Joseildo Ramos. A União Progressista, formada por União Brasil e PP, também seria atingida, com a possível perda do mandato de Manuel Rocha.


PSD e PL também aparecem entre as siglas que poderiam perder representação na bancada federal baiana.


O que está em discussão no STF?


O PDT questiona o método das maiores médias, previsto no artigo 109 do Código Eleitoral e regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela regra atual, a votação total de cada partido ou federação é dividida pelo número de cadeiras já conquistadas, acrescido de um - o chamado Método das Maiores Médias de DHondt. A legenda que apresenta a maior média recebe a vaga, e o cálculo é repetido até que todas as cadeiras sejam preenchidas.


Para o partido, a utilização sucessiva da votação total pode favorecer legendas que já conquistaram mais cadeiras, mesmo quando outras siglas tenham um volume maior de votos ainda não convertido em representação parlamentar. A legenda sustenta que o mecanismo pode comprometer a proporcionalidade, a igualdade do voto e o pluralismo político.


Candidatos com mais votos


Na ação obtida pela reportagem, o PDT cita 196 candidatos a deputado federal que, nas eleições de 2026, teriam recebido mais votos do que o último eleito em seus respectivos estados, mas não conquistaram uma cadeira. O partido pede a suspensão das regras questionadas e a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos. “Entre os exemplos relacionados pela publicação, destacam-se candidaturas que, não obstante tenham alcançado expressivas votações nominais, não lograram conquistar assentos na Câmara dos Deputados, em decorrência da sistemática de distribuição por maiores médias. Nesse contexto, encontram-se Jayminho Vieira Lima, do MDB da Bahia, com 115.292 votos”, diz a petição do PDT.


 

 

FONTE: atarde.com.br  
 
 

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