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El Niño: veja o que o governo já faz para enfrentar seca no Nordeste
Medidas incluem monitoramento de reservatórios e combate a incêndios
Segunda-Feira, 24 de Agosto de 2026

Os impactos do El Niño vêm sendo monitorado de perto pelo governo federal. Uma das regiões impactadas com o fenônemo climático é o Nordeste. Pensando nisso, a gestão detalhou as ações que vem sendo executadas, com foco no enfrentamento da seca, na segurança hídrica, no apoio à produção rural e na prevenção de incêndios.


As medidas foram apresentadas nesta segunda-feira, 24, pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, durante a reunião online “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027”, acompanhada por A TARDE.


Atualmente, o governo federal mantém uma sala de situação permanente, com participação de 24 ministérios, para coordenar as respostas aos efeitos do fenômeno em todo o país.


Ao todo, R$ 1,335 bilhão foi destinado a ações de prevenção e resposta às emergências climáticas.


O que já está sendo feito no Nordeste?


Segundo a Casa Civil, a atuação na região está concentrada principalmente no risco de seca severa, que pode afetar o abastecimento de água e provocar perdas na agricultura e na pecuária.


Entre as ações já realizadas estão:


monitoramento de perdas na agricultura e na pecuária provocadas pela estiagem;


acompanhamento de rios, reservatórios e mananciais para identificar riscos de desabastecimento;


articulação com prefeituras, por meio da União dos Municípios da Bahia (UPB) e do Consórcio Nordeste;


capacitação de gestores municipais para utilização do Painel El Niño, ferramenta federal de monitoramento climático;


reforço no combate a incêndios, com brigadas e fiscalização ambiental;


formação de estoques de alimentos, com compra de arroz e milho para atender populações afetadas por perdas de safra.


Durante a reunião, Miriam Belchior frisou que os efeitos do El Niño “não serão iguais em todo o país".


Por isso, segundo a ministra, as ações precisam levar em conta as características climáticas e os riscos de cada região.


Como os R$ 1,335 bilhão foram distribuídos?


Do total de R$ 1,335 bilhão em recursos destinados às ações em todo o país, R$ 998 milhões serão usados em medidas de abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde e monitoramento dos recursos hídricos.


Outros R$ 337 milhões correspondem a um crédito extraordinário destinado à fiscalização ambiental e à prevenção e ao combate a incêndios florestais.


Dentro dos R$ 998 milhões, a maior parcela, de R$ 850 milhões, será usada na aquisição de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para formação de estoques públicos.


Também estão previstos:


R$ 65 milhões para a compra e distribuição de 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares;


R$ 13 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com previsão de atender 21,6 mil agricultores da Região Norte;


R$ 45 milhões para os Centros de Informação em Saúde e Clima e para a Força Nacional do SUS (ForSUS);


R$ 25 milhões para o monitoramento dos níveis dos rios.


O que é o El Niño?


O El Niño é o aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico, fenômeno que altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo.


No Brasil, seus efeitos variam conforme a área. O fenômeno pode provocar seca mais intensa no Norte, ondas de calor e atraso nas chuvas em áreas do Centro do país e aumento das chuvas no Sul.


 


 


 


 

 

FONTE: atarde.com.br  
 
 

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