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Bahia é líder na produção de 19 minerais no Brasil
Níquel, diamante e vanádio estão entre as extrações com arrecadação superior a outros Estados. Em 2022, já foram arrecadados mais de R$ 40 milhões com a mineração
Terça-Feira, 26 de Abril de 2022

O setor de mineração continua aquecido na Bahia, desafiando as incertezas trazidas pela pandemia e mais recentemente com a guerra na Ucrânia. O último levantamento feito pela Agência Nacional de Mineração (ANM) mostrou que os campos baianos conseguiram extrair mais de cinquenta tipos de minérios em 2021. O crescimento é muito significativo: a extração subiu 180% em comparação a 2020, mantendo o Estado entre os mais bem colocados em produtividade mineral. Das 54 variedades de recursos encontrados na Bahia, dezenove tiveram uma arrecadação superior à vista em outros Estados. O níquel, usado em moedas e na fabricação do aço inox, está na liderança, seguido pela cromita e pelo vanádio.

Hoje, 225 municípios baianos se beneficiam da mineração. Ainda de acordo com dados da ANM, foram arrecadados R$ 40,1 milhões de reais de Compensação Financeira Pela Exploração Mineral (CFEM) entre os meses de janeiro a março de 2022, colocando a Bahia na quarta colocação entre os maiores arrecadadores. Nas cidades, o destaque vai para os municípios de Jacobina, Jaguarari, e Itagibá, onde o níquel é produzidopela companhia Atlantic Nickel, única a fornecer a versão sulfetada do metal no Brasil. Já foram comercializadas quatro remessas somando 29 mil toneladas de níquel neste ano, com preços que dispararam em níveis históricos por conta da guerra.

“Observar o que já alcançamos nos dá ainda mais energia para trilhar o caminho de novas realizações que temos pela frente. Enquanto celebramos os nossos resultados crescentes, estamos certos de que cumprimos também o compromisso primordial com a sustentabilidade. Operamos um modelo de produção eficiente, que não perde de vista o propósito de promover o desenvolvimento socioeconômico de Itagibá e região”, disse o diretor geral de operações Ricardo Campos.

Outros minérios de destaque são a magnesita, o diamante, o talco, o urânio e a sodalita. A Bahia tem ainda o segundo lugar na produção de mármore e quartzo, e a terceira colocação no minério de cobre e argila vermelha. O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) Antônio Carlos Tramm acredita que a Bahia tem grandes chances de manter sua relevância enquanto polo mineral de destaque no Brasil. Temos uma grande diversidade mineral e ela é muito importante para os resultados que vemos hoje, que sem dúvidas são fruto de um extenso trabalho que a CBPM realizou ao longo dos seus quase 50 anos, ao mapear 100% do território baiano. Somos grandes produtores de água mineral e possuímos a segunda maior reserva de gemas do país. Muita gente não sabe, mas somos os maiores produtores de talco e os únicos de urânio do Brasil. Isso reforça a importância da mineração para a economia do estado”, afirmou Tramm.

O crescimento da Bahia na mineração é ainda mais celebrado diante das dificuldades logísticas de escoamento dos produtos: com deslocamentos majoritariamente feitos por rodovias, a expectativa é de que a malha ferroviária seja incrementada com a inauguração da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) em 2025, e de uma revitalização em ramais como a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que tem uma superintendência regional em Salvador mas concentrou sua operação em apenas 2,3 mil dos 7 mil quilômetros de sua extensão, desativando trechos de relevância para a Bahia.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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