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Mais de cem cidades baianas não registram casos de Covid
São 113 municípios sem novas contaminações por 14 dias ou mais. Melhora na situação acelera flexibilização das medidas, mas vacinar mais gente com dose de reforço continua um desafio.
Quinta-Feira, 31 de Março de 2022

Depois de um fevereiro de sufoco, com congestionamento de testes no Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) e cidades registrando ocupação máxima dos leitos de UTI, a Bahia finalmente passa por um momento diferente na luta contra a pandemia. Hoje, o último boletim da Central Integrada de Comando e Controle da Saúde mostrou que 113 cidades não registraram casos conhecidos de Covid-19 há pelo menos 14 dias. Firmino Alves, a 519 km de Salvador, lidera a lista, com 49 dias sem novas contaminações. Em seguida, aparecem os municípios de Tabocas do Brejo Velho, situado no Extremo Oeste baiano (47 dias sem registros) e Caturama, no Sudoeste (45 dias sem confirmações).

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a Bahia começou o dia com uma ocupação de 19% nos leitos de UTI, com 96 pessoas lutando contra quadros mais graves da Covid-19. O número de casos ativos também segue em queda: se no mês passado o Estado chegou a bater a marca dos 36 mil ainda infectados, agora são 1.299 baianos ainda travando batalha contra o novo coronavírus. Em Salvador, a ocupação nas UTIs adulto é um pouco maior, de 27%, e a capital atualmente lida com 679 casos ativos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o chamado Fator RT, que mede a velocidade das contaminações, também continua em queda; no começo do ano, essa taxa chegou perto de 2, e agora está mais próxima de zero.

Para o prefeito Bruno Reis (UB), o cenário é animador. “Com fé em Deus, nós estamos ficando livres da pandemia”, declarou durante a entrega do Centro de Saúde de Periperi na manhã de ontem. Ele disse estar pronto para desobrigar o uso das máscaras ainda em abril, pelo menos em lugares abertos, mas espera que o governador Rui Costa (PT) delegue essa responsabilidade de decisão às prefeituras. Por sua vez, o gestor estadual disse que há ‘grandes chances’ de a desobrigação acontecer em toda a Bahia. “A gente dá um passo adiante, comemorando como o Estado com a segunda menor taxa de mortalidade por Covid no país”, disse Rui. O uso em locais fechados, ao menos por enquanto, deverá ser mantido.

Porém, ainda não está tudo certo na Bahia: o vírus ainda está circulando e é preciso manter os cuidados, especialmente com a dose de reforço. “Não acabou ainda. É preciso que você se vacine. Se você não tomou a vacina, se não completou todas as fases da vacina, vá lá e tome, para você se livrar dessa doença. Vamos colocar essa doença para longe, pra gente poder voltar rapidamente à normalidade. Graças a Deus, estamos caminhando rapidamente, e se todo mundo se vacinar, a gente definitivamente se livra dessa doença”, declarou o governador. O Vacinômetro da Sesab mostra que 43% da população acima dos 18 anos já recebeu a terceira dose. Em Salvador, a cobertura é maior, com 57% dos cidadãos vacinados com o reforço.

E é nesse critério que a flexibilização do uso de máscaras acaba empacando, mostrando um dado preocupante: dos 417 municípios da Bahia, apenas 119 ultrapassaram os 50% da população elegível vacinada com a terceira dose. O Sudoeste tem duas cidades com a pior cobertura: Iguaí, com 2% da população reforçada, e Maiquinique, que vacinou 8% do seu público-alvo. Entre elas, está Bonito, no Centro-Oeste baiano, onde 3,43% dos moradores habilitados já tomaram o reforço. E nenhuma das onze cidades onde as máscaras já foram desobrigadas cobriu metade da sua população com proteção extra. A localidade em melhor situação é Itanagra, que vacinou 48,67% do seu público. Já Conceição do Coité, no Centro-Leste, se encontra com a cobertura mais baixa, com 16,87% da população maior de idade com a 3ª dose.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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