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GUANAMBI/BAHIA - Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2026
 
 
 
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Salário mínimo 2027: veja quanto o governo vai pagar
Saiba o valor projetado pelo governo para o salário mínimo em 2027 e entenda as regras do reajuste
Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2026

O Ministério do Planejamento e Orçamento incluiu a projeção de R$ 1.717 para o salário mínimo de 2027 no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). O valor representa um acréscimo nominal de 5,92% em relação ao piso de R$ 1.621 vigente em 2026.


A estimativa engloba a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e um ganho real de 2,5%, percentual que corresponde ao teto estabelecido pelo arcabouço fiscal para o crescimento real atrelado ao Produto Interno Bruto (PIB).


Regras de reajuste e calendário


A política de valorização permanente do salário mínimo utiliza a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior e o crescimento do PIB de dois anos anteriores.


O valor divulgado no PLDO funciona como uma diretriz inicial para a elaboração do Orçamento federal. O processo legislativo segue etapas até o final do ano:


Envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) ao Congresso Nacional no segundo semestre.


Fechamento do INPC de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Publicação de decreto presidencial com o valor oficial em dezembro.


A nova quantia passa a vigorar em 1º de janeiro de 2027 caso o texto receba aprovação sem alterações nas regras fiscais. O reajuste impacta diretamente o cálculo de aposentadorias, pensões, abono salarial do PIS/Pasep, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).


Impacto econômico e poder de compra


O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula mensalmente o custo da cesta básica e o valor necessário para suprir despesas familiares com alimentação, moradia, saúde e educação conforme preceito constitucional.


As estatísticas oficiais indicam que o poder de compra do salário mínimo permanece distante do custo estimado para a manutenção de uma família, mantendo o tema central nos debates sobre orçamento doméstico e contas públicas no Brasil.

 

FONTE: atarde.com.br  
 
 

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