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MP cobra metas de alfabetização dos 25 maiores municípios da Bahia
Ao registrar maior avanço do país, Estado busca consolidar indicadores
Sexta-Feira, 10 de Julho de 2026

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por intermédio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (Ceduc), reuniu os gestores dos 25 maiores municípios do estado para cobrar e intensificar o cumprimento das metas do programa Bahia Alfabetizada.


A mobilização tem objetivo de dar escala aos resultados recentes e romper um ciclo histórico de analfabetismo que afeta gerações.


Avanço


Em 2025, a Bahia figurou na última posição do país no Indicador de Criança Alfabetizada na Idade Certa. Contudo, a articulação institucional — que envolveu o monitoramento direto do Ministério Público — gerou uma reação imediata. O estado registrou um crescimento de 14% nos índices, tornando-se a unidade federativa que mais avançou no setor em todo o Brasil.


Apesar do resultado inédito, o coordenador do Ceduc, o promotor de Justiça Adriano Freire de Carvalho Marques, adverte que há margem para expansão e que o peso demográfico das grandes cidades é decisivo para o índice nacional.


"O impacto do resultado desses 25 maiores municípios é muito significativo, não só para a Bahia, mas em todo o Brasil", explicou.


Ciclo intergeracional


A estratégia do Ministério Público fundamenta-se no diagnóstico de que a falha no aprendizado na infância perpetua a desigualdade ao longo do tempo.


"Quando não se tem alfabetização na idade certa, isso gera um ciclo infindável. Vamos ter adultos sem acesso à leitura que não vão dar a devida importância em alfabetizar as crianças", apontou o promotor. Para quebrar esse fluxo, o MP-BA confirmou que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) também vai receber ações específicas nos próximos meses.


A cobrança do órgão controlador deve respeitar o planejamento individual de cada secretaria de educação. A premissa é de que o sucesso nacional depende do cumprimento dos compromissos locais.


"Cada município tem sua meta própria. Queremos que cumpram o que eles mesmos estabeleceram", afirmou Marques.


Modelo nacional


O horizonte defendido pelo Ministério Público é a erradicação completa do problema, uma meta que o próprio órgão reconhece como ousada.


"Quando falamos em erradicar, em enfrentar o analfabetismo, gera um choque. Mas a ideia é transformar o Brasil em um país 100% alfabetizado, sem pessoas privadas de ler, escrever e acessar a informação", defendeu o coordenador.


O modelo de monitoramento e engajamento implementado pelo MP baiano ganhou repercussão institucional fora das fronteiras do estado. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) converteu a iniciativa em um projeto de âmbito nacional.


Com a chancela, as diretrizes e a metodologia desenvolvidas na Bahia vão ser replicadas pelas promotorias de Justiça de todas as federações do país.

 

FONTE: atarde.com.br  
 
 

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