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Produtores de algodão do Oeste da Bahia se unem e asfaltam 265 km
A obra, iniciada no mês de julho, pretende solucionar de forma definitiva uma demanda histórica de melhoria da estrada vicinal
Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2023

Cansados de aguardar uma solução pública, produtores se unem para resolver um problema antigo. Antes das chuvas prolongadas, previstas para este mês de novembro no Oeste da Bahia, o programa Patrulha Mecanizada da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) está intensificando a execução da obra de pavimentação da Estrada do Café, localizada no município de Barreiras. A obra está sendo custeada com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), do Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro) e dos produtores rurais associados à Aiba e Abapa. As máquinas estão trabalhando em três pontos no trecho de 57,2 Km com os trabalhos de terraplanagem, compactação e aplicação da massa asfáltica, TSD mais Micro. A obra, iniciada no mês de julho, pretende solucionar de forma definitiva uma demanda histórica de melhoria da estrada vicinal para facilitar o escoamento da safra e a trafegabilidade de quem precisa passar pelo trecho, principalmente no período chuvoso.

O presidente da Associação dos Produtores Rurais do Novo Horizonte, Flávio Germiniani, reforça o quanto é importante a pavimentação da estrada para os agricultores de outros trechos como do Estrondo. “Apesar de sempre contar com o apoio do Patrulha em melhorias e reformas da Estrada do Café, era sempre necessário que os próprios produtores usassem as máquinas para destravar as estradas depois das chuvas, para que pudéssemos escoar a produção. Ao ver o avanço da obra, que é de muita qualidade, tenho certeza que safras ainda mais promissoras virão depois da conclusão dos serviços”, afirma. Além dos 57,2 km da Estrada do Café, o programa tem trabalhado em 25 km da Estrada Nova América

Com cerca de 100 trabalhadores diretos atuando no trecho da Estrada do Café, a coordenadora do Patrulha Mecanizada da Abapa, Daniella da Mota Morais, explica que o programa também atua na fiscalização e no apoio em outras duas frentes executadas por empresas contratadas.
“Atualmente estamos trabalhando em 70% da extensão da obra, 45% de sub-base e 15% de bases concluídas. O trabalho do Patrulha não para. Depois que as equipes concluírem os serviços de pavimentação, que sero parcialmente interrompidos nas chuvas, elas ficarão de prontidão para os serviços emergenciais para apoiar o produtor rural no acesso às fazendas neste período das chuvas”, explica.

Ao acompanhar de perto as ações de manutenção e pavimentação das estradas, o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, é um dos entusiastas do Patrulha Mecanizada e do quanto a união dos agricultores, por meio das associações, e do poder público podem transformar a infraestrutura e a realidade de quem percorre as estradas da região. “Este é um programa que mais expressa o espírito dos agricultores. Com associativismo, parceria, conhecimento e técnica, investimos no presente, pensando no futuro do desenvolvimento, beneficiando diretamente quem mora no Oeste da Bahia”, afirma.

Os serviços de pavimentação de estradas mudaram a vida dos produtores rurais da região Oeste e de quem depende das estradas. Iniciado em 2017 com 33 km da Rodovia da Soja, desde então, até 2023, foram 265 km pavimentados, abrangendo as estradas do Rio Grande (40 km); Timbaúba (31 km); Estrondo na BA-458 (35 km), São Sebastião (27 Km) e Linha dos Pivôs (60 Km) e Estrada Nova América, com 25 Km. As obras de pavimentação em estradas executadas pela Abapa contam com investimentos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), com gestão da Aiba e dos produtores rurais associados da região.

Sobre a AIBA

O progresso do polo produtivo do Oeste baiano confunde-se com a estruturação e com a evolução da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Fundada em 1990, com 16 associados, a entidade figura hoje como a principal entidade representativa da região, reunindo mais de 1.300 produtores e representando cerca de 95% da força de produção em 2,25 milhões de hectares plantados.

Ao longo dos seus mais de 30 anos, a associação construiu uma história exitosa, similar à da própria região. Determinada a enfrentar todos os desafios que se apresentam para manter o seu desenvolvimento com sustentabilidade, na área de abrangência, o seu quadro social também cresce, graças às suas ações firmes e consistentes.

 

FONTE: www.trbn.com.br  
 
 

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